Maktub

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Eu e você, seja como for, pra sempre. Sempre.
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A gente já desligou faz um tempinho, nem olhei as coisas no meu tumblr por que me ligaram pra dar parabéns, e logo depois já vim pra cá. Sim, vim aqui só para te dizer o quanto você continua me fazendo feliz com as pequenas coisas. Você sabe o quanto é bom rir e ouvir a tua risada do outro lado do telefone? Ouvir sua voz tomada pelo sono, ouvir um “eu te amo” vindo de você, e, principalmente, ouvir você imitando o meu sotaque. Sabe como é se sentir em casa? Se sentir naquele mundinho feliz? Aquele mundo que resistiu a tantas coisas, e que sobreviveu. Nós sobrevivemos. Nós estamos aqui.

Alguns chamam isso de acaso, mas eu sei que eu e você somos a prova de que o destino se manifesta nas pequenas coisas. E foi esse mesmo destino que nos uniu. Esse destino que faz com que, momentos como esse no telefone, quando a Clarissa e a Giovanna se transformam em duas nenês, diluam toda a dor existente, e levem com ela todas as lembranças ruins. Afinal, quantas foram as noites vendo um dos sorrisos mais lindos que eu já vi nessa vida? Esperando uma ligação, e com o medo de morrer antes de falar “alô”? E quando a minha risada se misturava com a sua? As noites em que o silêncio presava no dois lados da ligação, mas que tal silêncio era preenchido com amor?

São noites, dias, meses, horas, quilômetros de distância, lágrimas, sorrisos, palavras de amor, ligações sem hora pra terminar, e que nunca vão mudar. Nem se apagar. Hoje, te ouvir do outro lado do telefone, e sentir que você me ama tanto quanto eu te amo, e que isso que a gente tem - uma daquelas amizades que a gente não explica, misturada com um passado tão bonito - não vai embora. A dor não levou embora, os meses longe de você não o levaram embora. Nada leva. Talvez, isso seja o tipo de coisa inabalável. Daquelas que sobrevive a terremotos, furacões e o que for.

Você foi a pessoa que tornou os meus dias mais coloridos, aquela que pegou na minha mão e me mostrou um mundo que eu não conhecia. Eu e você, fomos, e somos, uma só. Aonde você for, eu te seguirei. E pra onde eu for, você estará lá. Eu e você, sempre, pra sempre, inabaláveis.

Maktub

Bom, eu ainda não consegui ler o que você me escreveu por que o tempo que eu fico no computador é só pra estudar e fazer trabalho, e eu sei que você se importa sim se eu não escrever nada pra ti hoje, mesmo que seja uma besteira, e como eu sei que pra TI é importante, to fazendo desse tempinho que tenho aqui pra te falar umas coisas, e amanhã pela noite quando eu voltar do teatro eu leio com calma o que você disse. Pode ser que esse “texto” não seja o melhor dos que você já leu, por que agora sao 22h30 do dia 03/04 e eu tenho pouco tempo até a bateria do computador acabar e eu precisar ir dormir. Estou escondida no banheiro, sentada no chão e com a luz apagada pros meus pais não verem que estou aqui, afinal, já devia ter ido dormir há tempos! Mas tudo bem, sei que pra ti é importante, e é pra mim também, afinal, 17 anos, não é? Eu perdi o jeito de te escrever, pois já faz tanto tempo que não te digo nada assim, que não paro pra dizer coisas com seriedade, não é? E acho que já estava mais que na hora, só que dessa vez é diferente de todas as outras vezes, hoje, eu estou vindo aqui com o coração mais aberto, aquele mesmo coração de meados de maio que sentia por ti uma enorme admiração, e te queria por perto, sem outras intenções, apenas aquela amizade pura e verdadeira que construimos juntas, antes de todo o resto. E agora estou aqui pra te falar que em todo esse tempo, esses 10 meses você foi uma das melhores pessoas que eu já conheci, e eu sei, estou ciente que não dei o devido valor e te destratei muitas vezes, quando tu era uma das unicas que sempre se importou VERDADEIRAMENTE comigo, e peço que me desculpe se desde que voltamos a nos aproximar se eu ando de forma grosseira, e se pareço ser completamente outra pessoa… Bom, eu mudei, eu confesso, e eu tenho medo de cada palavra que eu falo com você, tenho medo de ser contigo como era antes, e acabar te deixando pior, eu juro que não faço por mal, mas eu só quero te ver feliz, e quero que você fique ciente disso, tudo bem? Apesar das grosserias, muitas vezes até falta de paciência da minha parte, eu peço que você tenha paciência com a minha falta da mesma… deu pra entender? Por que isso não passa de uma fase, das muitas que tivemos. Vai ser coisa pra gente olhar daqui a alguns anos, ou até meses, e rir. Ou não rir, mas apenas guardar na memória junto com todas as outras lembranças, não é mesmo? Te peço desculpas, perdão, por todas as vezes em te fiz chorar, se a lágrima que caiu não foi de felicidade. Te peço pra que tente apagar ou diminuir as lembranças de dor que eu te causei, e que tente entender que eu me arrependi, e que agora estou aqui, como a tua Clarissa de sempre te pedindo pra que esqueçamos e deixemos para trás a dor e que juntas possamos fazer aquilo que sempre fizemos de melhor: sermos felizes, e juntas. Não importa de que maneira, é a tua felicidade se completando com a minha que eu quero. Quero você me ligando pra contar do seu dia, reclamando de como o Sucuri não te ajuda ou de como a Bárbara e a Amanda te fazem falta, quero ser pra você aquela amiga do início, que passou o seu passeio infernal com os cachorros da chacara curtindo com a sua cara. Quero ser aquela amiga que na aula de inglês etava vendo um filme sem se dar conta completamente do que sentia. Quero ser aquela em que você vai confiar de novo, que vai ter liberdade pra conversar sobre tudo e todos, aquela que te faz rir quando você tem todos os motivos pra chorar. Quero de verdade que hoje, nesse dia que sei que pra ti é importante e pra mim também, eu esteja contigo, assim como tu esteve comigo no meu dia. Quero ser pra ti o refúgio de sempre, que jamais poderia lhe causar dor. Então te peço, mais uma vez, desculpas por não ter sido a amiga que você precisava, por ter te deixado na mão muitas vezes enquanto tu enfrentava teu sofrimento sozinha. Você não precisa mais disso. Por mais que eu tenha mudado, esteja sim mais fria, mais grossa, eu não deixei de me importar com a tua felicidade e com o teu bem estar, mesmo sem demonstrar isso, eu me importo e sinto vontade de cuidar de ti, porque a gente mudou, mas teu coração ainda é o mesmo, o mesmo da pequena que eu tive o enorme prazer de conhecer há uns 11 meses atrás, antes mesmo de saber que essa mesma pequena ia mudar tanto a minha vida… Teu coração continua lindo, e tão frágil, que eu as vezes preciso pensar muito antes de falar, pois tenho tanto, tanto medo de machuca-lo outra vez. Eu quero que você possa entender que eu não virei as costas pra ti o tempo todo, e que estou realmente tentando te demonstrar isso, com as mais sinceras palavras do mundo, por que você é sim, uma pessoa maravilhosa, e eu espero que você jamais mude esse seu jeito por ninguém? Esse seu jeitinho muitas vezes fresquinho, mimado, enjoadinho até, mas que é lindo. É lindo em todas as maneiras! Te peço, por favor, que continue forte como você está agora aguentando tudo, e que por mais que se diga frágil, você aguenta muita coisa que muita gente não aguentaria, e você está aí, firme, mesmo que sinta vontade de sumir, você se mantém de pé e cabeça erguida, e eu te admiro por isso. Por você não transparecer que está mal, e se abrir com quem realmente se importa. Então, pequena, a ultima coisa que peço das tantas que citei agora, é que por favor, POR FAVOR, se cuida. Por que mesmo querendo, não vai ser sempre que estarei podendo te cuidar, ou tentando, e você soube disso uma vez. Eu prometo pra ti que sempre tentarei te cuidar e te ver com AQUELE sorriso no rosto, que me fez perder o sono tantas vezes; prometo que sempre tentarei o melhor, mas tentar nem sempre é conseguir, não é verdade? E bom… pra finalizar, eu só preciso te dizer que em toda a minha vida, você foi de longe uma das pessoas mais verdadeiras que já passaram por aqui, e uma das poucas que lutou e inistiu tanto pra ficar e agora tá aqui, eternizada nas memórias e no meu presente. Parabéns, Holizão da Ben. Você merece mais do que qualquer outra pessoa. Eu amo você. 

Estou aqui, te escrevendo depois de tanto tempo que já não o fazia. E se hoje o faço, não é por nenhuma razão específica, por nenhuma data. Faz tempo que não te escrevo, eu sei. Faz um tempo que as coisas viraram de ponta cabeça, e aquilo tudo que fazia sentido, já não fazia mais. Digo, a felicidade se tornar em dor, não fazia sentido. Mas não venho aqui falar disso.

Agora que te escrevo, minha única companhia é o meu ipod e as minhas músicas depressivas, daquelas que você se referia como “para cortar os pulsos.” Não cortei os meus, mas as escuto. Hoje, há alguns minutos atrás, comecei a pensar em cada momento que vivemos, desde quando nascemos até esse segundo em que você lê minhas palavras. A gente convive com a dor, aprende com ela, sorri, ri daquilo que não faz sentido, segura as lágrimas que querem cair, levantamos da cama mesmo quando não queremos, escutamos tantas músicas, estudamos, choramos, e vivemos. Durante cada uma dessas ações, a gente cruza com alguém. Seja um desconhecido, que futuramente será seu melhor amigo, seja só mais uma pessoa parecida contigo, de rosto bonito, que dias depois você é capaz de enxergar a alma. Conhecemos tantas pessoas, sorrimos para elas, brigamos com elas e convivemos com elas. No meio de toda essa gente, você apareceu. Eu sei, você não esperava. Nem eu. Te digo uma coisa? A gente nunca espera o inesperável. Eu não sei como, mas em tão pouco tempo eu já estava te contando meus medos - os quais quase ninguém sabia. Eu me sentia no “meu lugar”, ainda que não tivesse um. Rápido demais? Talvez. Mas as coisas são como são e quando devem ser, certo? Eu não sei o que houve naquelas dias, sei que você também não, mas sei que você sentiu, e sabe como é. 

Antes de continuar, só quero que você saiba que não enlouqueci, nem nada do tipo, apenas te escrevo para dizer o óbvio já não tão óbvio assim. 

Sabe aqueles dias antigos? Os dias em que apenas um “alô” do outro lado do telefone já faziam o seu dia mudar? Os dias em que apenas por me ter perto - mesmo a 900 quilômetros de distância - eram menos difíceis? Então, eles não morreram. Eu continuo aqui, continuo. Quero que você saiba que eu nunca fui embora, por mais que fosse o que você queria naquele momento. Eu sei, doeu em você. Doeu em mim também. Eu sempre estive por perto, ainda que você não soubesse. Eu sentia saudade, procurava saber como você estava, mas não te procurava. Mas eu estava ali. Ainda estou ali, estou aqui, estou onde você estiver. Não entendia o por que, mas hoje entendi, e espero que você entenda. Naqueles dias tão coloridos, dias depois que te conheci, eu senti um daqueles sentimentos que a gente não sabe o que é, mas sabe que dê no que dê, sempre será uma daquelas amizades que a gente não explica, apenas sente.

Loucura? Talvez. Nunca te abracei, nunca te toquei, e mesmo assim posso dizer com todas as letras que te amo. Amo mesmo. Amo daquele jeito que não importa o quanto os tempos estejam difíceis, a gente nunca vai embora, sabe? Amo por que eu sei que sentir o que um dia chegamos a sentir não é qualquer besteira, amo por que eu sempre soube que ainda que nossa história terminasse, e os nossos sentimentos mudassem, seria apenas o começo da continuação da nossa história. História que não precisa tocar pra sentir, a gente sente lá no fundo mesmo. 

Eu sei o quão os tempos andam difíceis, eu sei. Sei que já não é tão fácil confiar, nem amar, nem ser, muito menos viver. Sei que já te machuquei, que já te fiz chorar - de dor, felicidade ou saudade -, eu sei. Mas, apesar dos apesares, você voltou. Eu também poderia ter voltado, mas acontece que nunca fui embora, e você sabe. O que quero escrevendo tudo isso? É bem menos complexo do que todas essas palavras à cima, poderia ter simplificado, mas ainda não perdi essa minha mania de falar demais, escrever demais, sentir demais e pensar de menos. 

Ainda que não esteja aí, e esteja aqui; ainda que você já não se importe; e ainda que já não mude nada, eu venho te dizer que, apesar dos apesares, eu nunca vou soltar sua mão - abusando do clichê. Você, em tão pouco tempo, se tornou importante demais pra mim, ajudou a construir o que sou hoje. Foi você que um dia fez o meu coração acelerar e me ajudou quando meu mundo estava a desabar. Como retribuo hoje? Estando com você. Sempre. Pode gravar isso na sua cabeça, em um papel ou onde for, mas é uma promessa que te faço: sempre estarei aqui. Digo, aí. Aonde for. Todas as vezes em que precisar de mim, não ouse não me chamar. Eu guardo a minha dor, e você reparte a sua comigo, ou me dê ela inteira. 

Pode ser que todas essas palavras soem estranho, mas são apenas a minha tentativa em te fazer perceber que - depois de todos aqueles dias em que a nossa ingenuidade ainda presava, e os nossos sorrisos se completavam - eu continuo aqui, e te guardo dentro de mim em um dos lugares mais bonitos. Porque ainda que hoje as coisas sejam diferentes, assim como tem que ser, tem algo que ainda é o mesmo, assim como há um ano atrás: meu carinho por você. Isso não muda, nenê.

Não posso estar aí quando você precisa, eu sei. Mas posso te contar uma daquelas minhas piadas sem graça, posso exagerar no meu sotaque, ou posso até assistir Glee com você. Afinal, amigas são pra isso, não são? Amigas mesmo, daquelas que estão no chão com você em meio a uma tempestade lá fora, daquelas que a gente não abre mão. E eu não abro mão de você. Eu te amo pelo o que você realmente é, e não pelo que pretende ser. Amo você por me fazer sentir no meu lugar, como há um tempo atrás. Amo você por ser, desde o começo daqueles dias coloridos, minha amiga. Não abro mão de você. Nun-ca.

Estou aqui de novo. Será que você ainda lê o que eu te digo? Será que você ainda pensa em mim? Não sei. Espero que você esteja se cuidando, do jeito que der. Eu tenho caminhado, meio torto mesmo, não sei se pra frente ou pra trás. Sinto sua falta todos os dias. Derramo uma ou outra lágrima, e o meu coração continua chamando por você. Hoje acordei com um sentimento tão estranho: tinha sonhado com você. Foi um daqueles sonhos bem loucos, parecia que o mundo estava acabando ou sei lá, de repente trombei com você. Você estava tão diferente, tão real. Eu tentei hesitar e ir embora, você me puxou de volta. E depois eu acordei. Não deveria dizer outra vez, mas: você faz falta a cada minuto, a cada segundo.

“Se algum dia eu encontrar você e não chamar teu nome, é porque eu não sei viver sem você.”